quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Quando a censura é bem vinda...e até necessária!!!
Comentário do Seu Izidro: Não sabe-se o que é pior, o cantor ou o apresentador, na sua combinação canhestra de Gore Vidal com lumpa-lumpa (do filme original, diga-se).Pelo jeito, para tudo tem limites. Menos para vaidade de publicitário e do "outro" bacana ali.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
A bobagem da semana:
Lula, imagem estilhaçada
Por Carlos Alberto Di Franco
Estadão, 25/01
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou em dezembro, às vésperas do Natal e aproveitando o recesso das festas, um ambicioso plano para a implantação de um regime autoritário no Brasil. Dias depois, por causa da reação dos comandantes militares à redação inicial do decreto, ensaiou um aparente recuo. Seguindo estratégia bem conhecida, tirou o bode da sala, mas manteve cobras venenosas debaixo da cama dos brasileiros. Estilhaçou-se, aqui e no exterior, a imagem do presidente da República. O líder equilibrado e respeitado vai, aos poucos, sucumbindo aos apelos do radicalismo ideológico.O projeto do presidente da República e de sua candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, reduz o papel do Congresso Nacional, desqualifica o Poder Judiciário, agride gravemente o direito de propriedade, sugere o controle governamental dos meios de comunicação e sujeita a pesquisa científica e tecnológica a critérios estritamente ideológicos.
Por Carlos Alberto Di Franco
Estadão, 25/01
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou em dezembro, às vésperas do Natal e aproveitando o recesso das festas, um ambicioso plano para a implantação de um regime autoritário no Brasil. Dias depois, por causa da reação dos comandantes militares à redação inicial do decreto, ensaiou um aparente recuo. Seguindo estratégia bem conhecida, tirou o bode da sala, mas manteve cobras venenosas debaixo da cama dos brasileiros. Estilhaçou-se, aqui e no exterior, a imagem do presidente da República. O líder equilibrado e respeitado vai, aos poucos, sucumbindo aos apelos do radicalismo ideológico.O projeto do presidente da República e de sua candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, reduz o papel do Congresso Nacional, desqualifica o Poder Judiciário, agride gravemente o direito de propriedade, sugere o controle governamental dos meios de comunicação e sujeita a pesquisa científica e tecnológica a critérios estritamente ideológicos.
A bobagem continua e é longa...mas se quiser ler tudo, veja no Estadão mesmo.
Comentário do Seu Izidro: "Cada um escreve o quer, ainda mais quando sabe que vai agradar ao dono do jornal que o publica...ah, o 'articulista' esqueceu de dizer que o decreto também vai proibir a coca-cola zero, a calça Levi´s e os CDs da Lady Gaga...e o que dizer então do estilhaço da imagem de Lula depois do prêmio de estadista mundial, em Davos? Ah (dois)..sim, parece que o bacana é da Opus Dei, e deu aula de religião ao Alckmin, o que explica muita coisa".
A educação em São Paulo...
A seção "É com você", do Jornal da Tarde, publicou a foto da propaganda do governador José Serra onde mostra a palavra "INSINO" A placa está em uma escola estadual e faz propaganda de uma obra do do Governo do Estado de SP, José Serra (PSDB). Imagem enviada pelo leitor Celso MelloComentário do Seu Izidro: E a professora deve ser a Carla Perez.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
E no Valor Econômico de hoje...
DEM vai manter apoio a Arruda
Cristiane Agostine
de Brasília 22/01/2010
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), continuará a ter apoio do DEM, mesmo depois de sua desfiliação do partido, há pouco mais de um mês. O diretório regional do DEM do Distrito Federal decidiu ontem que manterá a sustentação ao governador, investigado por participar de um suposto esquema de corrupção.
Observação do Wilber: "Seu Izidro disse que não está nem um pouco surpreso com isso...".

Seu Izidro recomenda: Veríssimo, sempre bom...
Planos e direitosLuiz Fernando Verissimo
O Globo (21/01)
Só li do tal Plano Nacional de Direitos Humanos o que saiu, em fragmentos, nos jornais. Se entendi bem, o que eu duvido, este plano é uma versão revisada de um anterior, que por sua vez era uma revisão de um mais antigo. O que sugere que ou o novo plano altera radicalmente as propostas dos outros ou o escândalo que se faz com ele é indefensável. Por que o escândalo, e só agora? Pelo que li, não são grandes as diferenças entre o terceiro plano e os dois anteriores, inclusive o que é dos tempos do Fernando Henrique.
E não há discrepância entre suas propostas e o que está em discussão, hoje, no resto do mundo civilizado. Coisas como a descriminalização do aborto e o casamento de gays são debates modernos, mesmo que não impliquem em mudanças imediatas. A proibição de símbolos religiosos em repartições públicas é consequência lógica do velho preceito da separação de igreja e estado, que não deveria melindrar mais ninguém — pelo menos não neste século. A ideia de novos anteparos jurídicos para mediar os conflitos de terra é de uma alternativa sensata para a violência de lado a lado. E a obrigação de proteger os direitos e a integridade de qualquer um da prepotência do estado e do excesso policial, alguém é humanamente contra? O novo plano peca pela linguagem confusa e inadequada, em alguns casos. A preocupação com o monopólio da informação de grandes grupos jornalísticos, e com a qualidade da programação disponível, também é comum em todo o mundo.
Muitos países têm leis e restrições para enfrentar a questão sem que configurem ameaças à liberdade de opinião e de expressão. E sem sugerir o controle de redações e o poder de censura que o tal plano — em passagens que devem ser imediatamente cortadas, e seus autores postos de castigo — parece sugerir.
Sobra a questão militar. Em nenhum fragmento do plano que li se fala em anular a anistia. O direito humano que se quer promover é o do Brasil de saber seu passado, é o direito da Nação à memória que hoje lhe é sonegada. Só por uma grande falência da razão, por uma irrecuperável crise semântica, se poderia aceitar verdade como sinônimo de revanche.
Comentário do Seu Izidro: O mais legal é que o artigo fez o blogueiro tosco da Veja ter mais um de seus chiliques...
Deu em O Estado de S. Paulo
Comparação incomparável
De Dora Kramer:
O presidente Luiz Inácio da Silva faz o estilo caudilho, quer mandar em tudo e em todos. Ao PT impôs uma candidata que o partido carrega contrariado, mas conformado, refém de duas crises: de identidade e de baixa estima.
Comentário do Seu Izidro: Engraçado...fosse o antigo presidente tucano, a colunista provavelmente classificaria o sujeito não como caudilho, mas sim como "LÍDER, ESTADISTA, COMANDANTE e por aí vai".
Comparação incomparável
De Dora Kramer:
O presidente Luiz Inácio da Silva faz o estilo caudilho, quer mandar em tudo e em todos. Ao PT impôs uma candidata que o partido carrega contrariado, mas conformado, refém de duas crises: de identidade e de baixa estima.
Comentário do Seu Izidro: Engraçado...fosse o antigo presidente tucano, a colunista provavelmente classificaria o sujeito não como caudilho, mas sim como "LÍDER, ESTADISTA, COMANDANTE e por aí vai".
No Portal UOL...
EnqueteAndré, Karina ou Leozinho: quem deve deixar "A Fazenda"?
Comentário do Seu Izidro: "Podem ser os três?"
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Civita cria Escola Superior de Jornalismo...ai, meu Deus!!!
O presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, anunciou em entrevista à revista Negócios da Comunicação, que irá patrocinar a criação de uma escola de pós-graduação em jornalismo. Em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a instituição deverá ser inaugurada no segundo semestre de 2010 ou no primeiro de 2011. A faculdade deve receber o nome de Escola Superior de Jornalismo.Com informações do Jornalistas&Cia.
Fonte: Comunique-se Comentário do Seu Izidro: Algumas das disciplinas - Como fazer a realidade adaptar-se à pauta; jornalismo de ficção aplicado; tucanismo avançado paulista; arrogância, parcialidade e neoliberalismo; bloguismo de insultos I e II; Exorcismo petista radical I, II, III e IV, Ética relativa conveniente, entre outras.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Da série, o povo deve ser cego...e eu sou cara-de-pau mesmo
SERRA: "TUCANO É AVESSO A FAZER PUBLICIDADE QUANTO ESTÁ NO GOVERNO" BROADCAST 19/01 - 16:58
São Paulo, 19 - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), prometeu hoje não usar a máquina pública para promover sua gestão ou seu partido. Provável candidato tucano à Presidência nas eleições deste ano, Serra disse que, sempre que possível, continuará a "esconder" o logotipo do governo do Estado em materiais de divulgação de ações administrativas, seguindo o "estilo tucano".
"Tucano é nota 100 em esconder a autoria das coisas. Nem todo mundo na política do Brasil é nota 100 nessa matéria, pelo contrário", afirmou em evento da Secretaria de Estado da Educação, na capital, para depois recusar-se a detalhar a quem se referia.
A promessa foi feita durante cerimônia para a apresentação de kits escolares e de materiais esportivos e de construção que começam a ser entregues a escolas estaduais para preparar os prédios para o início do ano letivo. "O material é de muito boa qualidade, no estilo tucano: esconde o nome do governo", disse em discurso a cerca de 300 professores, na Escola Estadual Raul Fonseca, na Saúde, zona sul da cidade.
Apesar da fala do governador, os únicos itens do kit escolar que não traziam o logotipo do governo de São Paulo eram a borracha e o apontador. Mochila, caderno, lápis, caneta e cola tinham o símbolo estampado.
Mesmo assim, Serra disse acreditar que os políticos do PSDB são "recatados" em matéria de propaganda. "Tucano é avesso a fazer publicidade quando está no governo. Não se pode dizer que a gente usa a máquina governamental para promover sequer o governo, que dirá o partido", afirmou. "Os tucanos são imbatíveis nessa matéria. Está no DNA. É uma virtude."
Comentário do Seu Izidro: "Provavelmente, o governador - que todo mundo sabe que é candidato a Presidente, mas ele afirma que ainda não é - acha que o povo é burro - e cego. É só ligar qualquer aparelho de televisão em São Paulo e ser bombardeado por propagandas do governo estadual, metrô, Sabesp...mas tudo bem, a imprensa engole qualquer lorota desses tucanos mesmo".
Cresce gasto com publicidade em Minas Gerais e São Paulo
da Folha Online
13 de outubro de 2009
www.hojenoticias.com.br/brasil/cresce-gasto-com-publicidade-em-minas-gerais-e-sao-paulo
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Enquanto isso, segue a briga pela audiência...
Na Record :
Na Globo :
Comentário do Seu Izidro: No fundo, é tudo a mesma porcaria mesmo.
Na Globo :
Comentário do Seu Izidro: No fundo, é tudo a mesma porcaria mesmo.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Direitos Humanos...
Diante da qualidade da nossa mídia atualmente e da papagaiada criada em torno do Plano Nacional de Direitos Humanos, o seu Izidro gostaria de já candidatar-se ao cargo de censor. Algumas "frases" que, pelo seu Izidro, deveriam ser proibidas nos meios de comunicação: "Globo, a gente se vê por aqui" ; "Veja, indispensável para o país que queremos ser", e "Folha, de rabo preso com o leitor".segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Papagaiada da semana...
Observação do Seu Izidro: "Sempre que pode (ou seja, toda hora) o panfleto direitista tenta levantar a bola da tucanada picareta. Nas páginas amarelo-ovo do panfleto desta semana, o festival de bobagens soltas pelo bacana aí da foto já começa pelo título. Sinceramente, alguém ainda acredita nessa gente?"
Novos tempos
Boris Casoy, o filho ...
*O blog do seu Izidro toma a liberdade de reproduzir abaixo um belo texto que recebeu de uma amiga.
Boris Casoy, o filho do Brasil
2010 Janeiro 1
Uma parte da nossa esquerda política imagina que os ricos não são brasileiros. Pensam que eles ainda são os filhos de uma elite que estudou na Europa e que, se o Brasil for mal, irá embora daqui. Imagina que são pessoas completamente por fora da vida cotidiana do Brasil. Essa visão da esquerda pouco ajuda. Enquanto não entendermos que um homem de direita como Boris Casoy é tão “filho do Brasil” quanto Lula, não vamos descrever o Brasil de um modo útil para os nossos propósitos de melhorá-lo.
Creio que o vídeo (aqui) que mostra Boris ridicularizando de maneira odiosa os garis, com o qual iniciamos o ano, deveria valer de uma vez por todas para compreendermos algo que, não raro, há vozes que querem negar: “o ódio de classe” permanece entre nós – sim, nós os brasileiros. Deveríamos levar em conta isso, sem medo, ao descrever o Brasil.
Quando Ciro Gomes, ao comentar algumas reações às políticas sociais, então vindas de determinados grupos da imprensa, disse que tal coisa era obra “da elite branca”, a reação da direita foi imediata. Um dos elementos mais à direita que temos na imprensa brasileira, Reinaldo de Azevedo, saiu rasgando o verbo. Primeiro, elogiou Patrícia Pillar, atriz mulher de Ciro, para não criar desafetos, e em seguida tratou o político como um bobalhão que teria falado de algo que não existe no Brasil. Ciro teria bebido demais em algum rortianismo, lá nos Estados Unidos, quando então fez curso arrumado por Mangabeira Unger. Voltando de lá mais à esquerda do que foi, estaria inventando divisões que aqui não existiriam. Reinaldo não é um jornalista sofisticado para escrever isso, mas o que disse, no meio de sua pouca cultura, queria transmitir essa idéia.
Mas quando ouvimos o que um Boris Casoy diz por detrás das câmeras, não temos como não admitir que Ciro está certo: existe uma “elite branca” no Brasil que sente profundo desprezo para com tudo que é do âmbito popular. Pode ser que vários membros dessa “elite branca” não sejam tão cruéis quanto Casoy. Pode ser, mesmo, que vários dos ricos que estão nessa “elite branca” se sintam desconfortáveis, perante os preceitos cristãos de humildade que dizem adotar, quando escutam isso que ouvimos de Boris Casoy. Todavia, o que Casoy falou é o que se pode ouvir, entre um uísque e outro, nas festas antes organizadas pelo empresariado que amava da Ditadura Militar, e que hoje é feita para angariar fundos para o PSDB, o partido que havia nascido com o propósito de não ser a direita política, mas que, agora, assume esse papel.
Não quero de modo algum, com esse artigo, provocar aqueles que, sempre pensando só de modo dual, logo dirão: “ah, mas a esquerda é blá, blá, blá”. Sou um homem de esquerda. Minha condição de filósofo me dá alguns instrumentos para analisar de onde venho. Podem ficar tranqüilos. Aliás, sou uma pessoa que adora a frase de Fernando Henrique Cardoso, quando ele disse, se referindo a ele mesmo por conta de acreditar que sua política econômica, ela própria, já era política social: “não é necessário ser burro para ser de esquerda”. Mas aqui, não quero falar da esquerda. Quero mostrar que gente como Boris Casoy não caiu no Brasil vindo de Plutão. Muito menos estudou na Europa. Gente como Boris Casoy estava no Mackenzie, fazendo curso superior, mais ou menos no tempo em que Lula deveria estar vendendo limão na rua. Isso não transforma o Lula em um bom homem e o Boris em um perverso. Mas isso dá, claramente, razão a Ciro Gomes: há sim uma “elite branca” que não respeita garis, que não os acham gente, e que transferem esse ódio ao Lula, principalmente quando olham para ele e o vêem sendo abraçado por um Sarkozi, na capa do Le Monde.
Sarkozi é o presidente da França. E não é de esquerda. Eis então que toda a direita no Brasil comemorou sua eleição. Todavia, Sarkozi aparece abraçado com Lula, sem o preconceito de classe que vários dos próprios brasileiros ainda possuem contra Lula, então, esse fato Lula-Sarkozi, deixa essa “elite branca” despeitada. Ela se pergunta, raivosa: “por que não FHC ou Serra?” Por que aquele “analfabeto”, por que ele, aquele … “gari”? Sim, a fala de Boris é o equivalente dessas frases que eram, até pouco tempo, restritas aos círculos da Ana Maria Braga, Regina Duarte, José Neumanne Pinto e Danusa Leão. Foram esses círculos que fingiram se espantar com o relato de César Benjamim, sobre Lula na prisão. (a história de que Lula teria tentado comer um garoto lá). Fingiram, sim, pois já haviam escutado isso em festinhas e riam disso, tratavam de fazer correr a fofoca, sendo ela verdadeira ou não.
Caso queiramos melhorar o Brasil, vamos ter de ver que os brasileiros – muitos – pensam como Boris Casoy. E atenção nisso: não vamos culpá-lo pelos seus cabelos brancos não! Mainardi, na Globo, ainda não tem cabelos brancos e pensa a mesma coisa. Na Band, vocês já viram o tipo de preconceito de classe contra pobres que aparece no CQC? Já viram o menino Danilo Gentili insultando os pobres, jogando comida para eles? Não? Pois saibam que isso ocorreu sim! Esse tipo de humor é necessário?
Estamos há duas décadas da “piada” de Chico Anísio contra Lula, dizendo que se Marisa fosse a primeira dama e fosse morar no Planalto, ficaria esgotada ao ver quantas janelas de vidro teria de limpar. Naquela época, a Globo fez Chico Anísio pedir desculpas em artigo na imprensa. E ele pediu! De lá para cá, o que mudou na TV brasileira? Ora, o vídeo de Boris Casoy nos diz que pouca coisa mudou. Que ainda precisamos de muito para evoluirmos. Temos uma longa caminhada pela frente no sentido de educar aquele brasileiro que não consegue entender que o dia que um lixeiro parar, ele, o rico, vai ver todas as moscas botarem ovos no seu ânus, e quando ele acordar, ele terá sido devorado em vida pelos vermes. Estamos ainda precisando de uma forte pedagogia que entre nas escolas de modo a evitar que os brasileiros do futuro sejam os Casoys da vida.
As pessoas podem ser de direita, isso não deveria implicar em perder a capacidade de ver na condição social de concidadãos algo que não os desmerece (o bom exemplo não é, enfim, o próprio Sarkozi?). No Brasil, no entanto, a direita política não consegue apresentar um comportamento de brasileiros que gostaríamos que todos nós fôssemos, ou seja, pessoas capazes de ver em cada outro que lhe presta um serviço um homem digno.
Boris Casoy, o filho do Brasil2010 Janeiro 1
Uma parte da nossa esquerda política imagina que os ricos não são brasileiros. Pensam que eles ainda são os filhos de uma elite que estudou na Europa e que, se o Brasil for mal, irá embora daqui. Imagina que são pessoas completamente por fora da vida cotidiana do Brasil. Essa visão da esquerda pouco ajuda. Enquanto não entendermos que um homem de direita como Boris Casoy é tão “filho do Brasil” quanto Lula, não vamos descrever o Brasil de um modo útil para os nossos propósitos de melhorá-lo.
Creio que o vídeo (aqui) que mostra Boris ridicularizando de maneira odiosa os garis, com o qual iniciamos o ano, deveria valer de uma vez por todas para compreendermos algo que, não raro, há vozes que querem negar: “o ódio de classe” permanece entre nós – sim, nós os brasileiros. Deveríamos levar em conta isso, sem medo, ao descrever o Brasil.
Quando Ciro Gomes, ao comentar algumas reações às políticas sociais, então vindas de determinados grupos da imprensa, disse que tal coisa era obra “da elite branca”, a reação da direita foi imediata. Um dos elementos mais à direita que temos na imprensa brasileira, Reinaldo de Azevedo, saiu rasgando o verbo. Primeiro, elogiou Patrícia Pillar, atriz mulher de Ciro, para não criar desafetos, e em seguida tratou o político como um bobalhão que teria falado de algo que não existe no Brasil. Ciro teria bebido demais em algum rortianismo, lá nos Estados Unidos, quando então fez curso arrumado por Mangabeira Unger. Voltando de lá mais à esquerda do que foi, estaria inventando divisões que aqui não existiriam. Reinaldo não é um jornalista sofisticado para escrever isso, mas o que disse, no meio de sua pouca cultura, queria transmitir essa idéia.
Mas quando ouvimos o que um Boris Casoy diz por detrás das câmeras, não temos como não admitir que Ciro está certo: existe uma “elite branca” no Brasil que sente profundo desprezo para com tudo que é do âmbito popular. Pode ser que vários membros dessa “elite branca” não sejam tão cruéis quanto Casoy. Pode ser, mesmo, que vários dos ricos que estão nessa “elite branca” se sintam desconfortáveis, perante os preceitos cristãos de humildade que dizem adotar, quando escutam isso que ouvimos de Boris Casoy. Todavia, o que Casoy falou é o que se pode ouvir, entre um uísque e outro, nas festas antes organizadas pelo empresariado que amava da Ditadura Militar, e que hoje é feita para angariar fundos para o PSDB, o partido que havia nascido com o propósito de não ser a direita política, mas que, agora, assume esse papel.
Não quero de modo algum, com esse artigo, provocar aqueles que, sempre pensando só de modo dual, logo dirão: “ah, mas a esquerda é blá, blá, blá”. Sou um homem de esquerda. Minha condição de filósofo me dá alguns instrumentos para analisar de onde venho. Podem ficar tranqüilos. Aliás, sou uma pessoa que adora a frase de Fernando Henrique Cardoso, quando ele disse, se referindo a ele mesmo por conta de acreditar que sua política econômica, ela própria, já era política social: “não é necessário ser burro para ser de esquerda”. Mas aqui, não quero falar da esquerda. Quero mostrar que gente como Boris Casoy não caiu no Brasil vindo de Plutão. Muito menos estudou na Europa. Gente como Boris Casoy estava no Mackenzie, fazendo curso superior, mais ou menos no tempo em que Lula deveria estar vendendo limão na rua. Isso não transforma o Lula em um bom homem e o Boris em um perverso. Mas isso dá, claramente, razão a Ciro Gomes: há sim uma “elite branca” que não respeita garis, que não os acham gente, e que transferem esse ódio ao Lula, principalmente quando olham para ele e o vêem sendo abraçado por um Sarkozi, na capa do Le Monde.
Sarkozi é o presidente da França. E não é de esquerda. Eis então que toda a direita no Brasil comemorou sua eleição. Todavia, Sarkozi aparece abraçado com Lula, sem o preconceito de classe que vários dos próprios brasileiros ainda possuem contra Lula, então, esse fato Lula-Sarkozi, deixa essa “elite branca” despeitada. Ela se pergunta, raivosa: “por que não FHC ou Serra?” Por que aquele “analfabeto”, por que ele, aquele … “gari”? Sim, a fala de Boris é o equivalente dessas frases que eram, até pouco tempo, restritas aos círculos da Ana Maria Braga, Regina Duarte, José Neumanne Pinto e Danusa Leão. Foram esses círculos que fingiram se espantar com o relato de César Benjamim, sobre Lula na prisão. (a história de que Lula teria tentado comer um garoto lá). Fingiram, sim, pois já haviam escutado isso em festinhas e riam disso, tratavam de fazer correr a fofoca, sendo ela verdadeira ou não.
Caso queiramos melhorar o Brasil, vamos ter de ver que os brasileiros – muitos – pensam como Boris Casoy. E atenção nisso: não vamos culpá-lo pelos seus cabelos brancos não! Mainardi, na Globo, ainda não tem cabelos brancos e pensa a mesma coisa. Na Band, vocês já viram o tipo de preconceito de classe contra pobres que aparece no CQC? Já viram o menino Danilo Gentili insultando os pobres, jogando comida para eles? Não? Pois saibam que isso ocorreu sim! Esse tipo de humor é necessário?
Estamos há duas décadas da “piada” de Chico Anísio contra Lula, dizendo que se Marisa fosse a primeira dama e fosse morar no Planalto, ficaria esgotada ao ver quantas janelas de vidro teria de limpar. Naquela época, a Globo fez Chico Anísio pedir desculpas em artigo na imprensa. E ele pediu! De lá para cá, o que mudou na TV brasileira? Ora, o vídeo de Boris Casoy nos diz que pouca coisa mudou. Que ainda precisamos de muito para evoluirmos. Temos uma longa caminhada pela frente no sentido de educar aquele brasileiro que não consegue entender que o dia que um lixeiro parar, ele, o rico, vai ver todas as moscas botarem ovos no seu ânus, e quando ele acordar, ele terá sido devorado em vida pelos vermes. Estamos ainda precisando de uma forte pedagogia que entre nas escolas de modo a evitar que os brasileiros do futuro sejam os Casoys da vida.
As pessoas podem ser de direita, isso não deveria implicar em perder a capacidade de ver na condição social de concidadãos algo que não os desmerece (o bom exemplo não é, enfim, o próprio Sarkozi?). No Brasil, no entanto, a direita política não consegue apresentar um comportamento de brasileiros que gostaríamos que todos nós fôssemos, ou seja, pessoas capazes de ver em cada outro que lhe presta um serviço um homem digno.
Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.
Comentário do Seu Izidro: Esse Bóris Casoy é, antes de mais nada, um ser cansativo.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dá para ler a notícia logo??????
Crítica construtiva do Seu Izidro: O papo tá bom, a maquiagem tá jóia. A vaga no estacionamento, o Florisbal vai providenciar. Mas será que dá para ler logo o noticiário???
Deu no Estadão. E agora, seu Izidro?
Empresa vem sendo oferecida a potenciais compradores, sem sucesso, há pelo menos um ano
PS: Esta notícia deixou Seu Izidro preocupadíssimo. Onde ele vai comprar suas roupas agora?
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Manual de midia training do Seu Izidro
Comentário do Seu Izidro: "Se a apresentadora quiser crescer para cima do entrevistado, o capítulo 4 do nosso manual ensina como proceder. Acima, um exemplo de um dos nossos alunos mais aplicados utilizando os ensinamentos obtidos no nosso mídia training"
Comentário infeliz de um porpeta
Crítica construtiva do Seu Izidro: "Esperar o quê de um porpeta como esse aí? Sr. Bóris Casoy, depois desta, pede para sair. Se ainda tem vergonha na cara, pegue o seu banquinho e saia de mansinho. E o tal repórter Panunzio, que ainda tem a desfaçatez de puxar o saco do colega no seu blogue. Parodiando o Porpetão: Isto é uma BELEZA".
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